Projeto Cultura Avieira

Contextualização do projecto de desenvolvimento económico e cultural 

No âmbito do Programa de Valorização Económica dos Recursos Endógenos – PROVERE/QREN – foi apresentado um projecto de investimento à CCDR do Alentejo, no dia 19 de Janeiro de 2009, por um consórcio constituído por 39 entidades, com base na cultura Avieira do Tejo e do Sado.
Do conjunto de instituições proponentes integram o consórcio

Esta candidatura vem no seguimento de uma outra que foi aceite pela CCDR-A como “ideia Provere” em Agosto de 2008, e que previa a criação de um pólo de desenvolvimento turístico e económico com base nos rios Tejo e Sado e na cultura Avieira como factor de coerência. No entanto, a aprovação pelo Estado Português da “ideia Provere” foi antecedida de um longo período de preparação que teve início em 2006, partindo de uma ideia inicial de desenvolvimento e de cooperação que agregou duas instituições – a AIDIA e a IPSantarém – e que posteriormente se estendeu a um conjunto de 24 pessoas e 65 instituições em todo o País. A actual proposta de investimento prevê investir 30 milhões de euros; criar a primeira Rota turística do Tejo, com base na cultura dos Avieiros; recuperar todas as aldeias Avieiras do Tejo; construir aldeamentos turísticos desde a Azambuja até à Golegã; promover investigação universitária sobre a viabilidade dos recursos do Tejo; construir no Cartaxo o Museu do Tejo; recuperar o dique de 20 Km que liga os concelhos de Azambuja, Cartaxo e Santarém; melhorar substancialmente os aeródromos de Santarém e de Benavente; adquirir dois aviões anfíbios para concretizar a ideia da Rota dos Avieiros que inclua o trajecto aéreo; assegurar os transportes de turistas por via fluvial, rodoviária e aérea; e dinamizar um eixo fundamental para o desenvolvimento económico regional, com base no rio Tejo.

O conceito fundamental é o da integração de várias actividades económicas tendo por base integradora a cultura Avieira do Tejo e do Sado.

O produto que se propõe construir é um modelo de desenvolvimento fundamentado na cultura Avieira e no turismo.

A ser aprovada a intenção de investimento prevê-se que o Tejo e toda a zona ribeirinha nunca mais serão os mesmos, desde o grande estuário do Tejo até à Golegã, passando por Valada e pelo Escaroupim. O consórcio de 39 entidades, liderado pelo Instituto Politécnico de Santarém, integra 20 empresas e investidores individuais – todas PMEs – cinco Câmaras Municipais, duas Universidades, quatro institutos de nível universitário, dois aeródromos privados, duas paróquias, três associações para o desenvolvimento e uma associação empresarial.

 

Princípios de valorização da cultura Avieira

  • As migrações Avieiras dos séculos XIX e XX fazem parte de um fenómeno nacional inserido num outro mais vasto, europeu;
  • As migrações devem ser consideradas como um acontecimento social e cultural relevante, por representarem a acção do homem colocado perante condições adversas de sobrevivência;
  • O fenómeno deve ser considerado como transversal a toda a sociedade, visto ter implicações com outras culturas, com uma actividade primária muito precária, e com a evolução cultural de um povo, a partir da pesca, para outras actividades no sector secundário; Deve por isso ser avaliado, estudado e valorizado, como integrando um sistema económico e social em evolução;
  • A avaliação e o estudo da cultura Avieira, e as acções daí emergentes, devem ter uma perspectiva de cruzamento de várias disciplinas, e de integração de saberes, incluídas num plano de trabalho coerente;
  • O trabalho daí decorrente, bem como a sua aplicação, devem resultar de um encontro de vontades de várias organizações, instituições e pessoas, e da necessidade de cooperação entre elas; Os princípios programáticos deste plano de desenvolvimento são os da descentralização, da cooperação, da co-responsabilidade e da integração.

 

A recuperação das aldeias Avieiras

Num contexto global de elevada incerteza, onde a construção da Europa está a encontrar algumas dificuldades devido à heterogeneidade dos seus povos e das suas culturas, que evitam uma afirmação mais sólida e consagram princípios de normalização que não têm em conta aquilo que é local e historicamente específico, maior importância assumem as afirmações do que é característico de um local ou região e mais se afirma o peso relativo da investigação-acção/formação para candidatar e posteriormente reconhecer a cultura Avieira como Património Nacional.

A recuperação das aldeias Avieiras assume um peso específico determinante não só para a candidatura a património nacional, como para a afirmação do peso específico do projecto de investimento. Na verdade, a criação de uma Rota turística no Tejo terá nas aldeias Avieiras recuperadas um factor de enorme atractividade dos turistas para toda a região.

 

A candidatura a património nacional

Tendo por raiz um trabalho de pesquisa sobre a cultura Avieira iniciado em Maio de 2006, as evidências apontavam todas para a existência de uma cultura rica, em estado latente, à espera de condições para reaparecer algures no tempo e no espaço, trajando novas vestes mas mantendo uma originalidade a toda aprova.

Da constatação deste facto emergiu uma ideia nova e simples, ou seja, a de que a partir daí se deveria institucionalizar o estudo com base na cooperação com instituições de desenvolvimento local regional. Como consequência forçou-se a abordagem do estudo para uma óptica mais abrangente, mantendo no entanto a mesma matriz de investigação-acção.

De um estudo simples, do qual certamente resultaria uma publicação de carácter local, o trabalho evoluiu para criar um projecto visando tentar revelar ao País a verdadeira importância da cultura Avieira enquanto factor identitário de uma região e de uma nação.

A partir desta fase, avançou-se para o objectivo de instituir um processo de candidatura da Cultura Avieira a património nacional. Este foi formalmente iniciado em 30 de Junho de 2007, com a realização do primeiro Encontro Regional, que teve lugar no anfiteatro da Escola Superior de Educação de Santarém.

No começo pensava-se dar relevância ao património imaterial dos pescadores Avieiros, mais do que ao edificado. Mas desde logo emergiu que existiam importantíssimos vestígios materiais, como as casas das aldeias Avieiras, os pontões ancoradouros, os barcos, as artes de pesca, os trajes e ainda muitos pescadores a exercer a sua actividade no Tejo.

Com o evoluir do trabalho, reconheceu-se que os assentamentos Avieiros, que se supunha serem exclusivos do Tejo, afinal também estavam no rio Sado.

No início de 2008 evoluiu-se para a necessidade de dar uma nova configuração à ideia inicial, isto é, a de ter em conta a dinâmica gerada pelo processo de candidatura a património nacional imaterial, para conjugar com o importante aspecto da cultura material, não sem alargar o âmbito de acção aos dois rios, Tejo e Sado.

À ideia inicial, desenvolvida pelo Instituto Politécnico de Santarém, pela Escola Superior de Educação de Santarém e pela Associação Independente para o Desenvolvimento Integrado de Alpiarça, juntou-se entretanto um vasto número de pessoas e de instituições, ou seja, de duas pessoas no início, e de duas instituições logo a seguir conseguiu o projecto cativar, como se disse, o interesse de 24 pessoas e 65 instituições em todo o País, na altura em que foi realizado o primeiro Encontro Nacional da Cultura Avieira, em 8 e 9 de Novembro de 2008.

Hoje preparamos a candidatura a património nacional baseados nos mesmos princípios de todo o trabalho desenvolvido até aqui: a da cooperação entre pessoas e instituições.

Para isso estão em curso os trabalhos de elaboração e publicação das Actas do 1º Encontro Nacional, incluindo 19 importantes comunicações sobre a cultura Avieira, decorrendo em simultâneo trabalhos de pesquisa sobre a cultura Avieira envolvendo várias equipas de investigadores, cientistas, arquitectos, designers e artistas, em áreas como a religiosidade, a arquitectura das aldeias Avieiras, o barco e artes de pesca, os artefactos, a educação, a museologia, as festas tradicionais do Tejo, a memória oral, a banda desenhada dos Avieiros, a cultura popular, a etnografia, a monografia e o audiovisual. Estes trabalhos serão publicados (divulgados) de acordo com um plano de publicações já definido com uma Editora e integrarão os fundamentos culturais da proposta a património nacional.

Por fim, estão em curso trabalhos que visam aproximar as instituições que dinamizam o projecto, àquelas que a nível local e nacional se responsabilizam pelos assuntos da cultura e do desenvolvimento económico e humano – assim considerados os grupos parlamentares, o Governo Civil de Santarém, as Câmaras Municipais, o Ministério da Cultura e a casa civil da Presidência da República.

O objectivo desta aproximação é o de proporcionar a criação das condições para que a proposta de candidatura a património nacional resulte da vontade e da consciência cívica e cultural do maior número possível de pessoas e de instituições. a fim de se explorarem conteúdos latentes na Cultura Avieira que propiciam matéria impar para a estruturação de um processo de desenvolvimento sustentável visando, de modo particular, a melhoria das condições de vida das comunidades que a herdaram e preservam.

Site oficial do projeto

 

             

 

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